A Doutrina Monroe foi uma política externa dos Estados Unidos estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe. A doutrina tinha como princípio a “América para os americanos”, com o objetivo principal de afastar a influência europeia sobre os países do continente americano que estavam em seu processo de independência, como também proibia a criação de novas colônias no continente. Dessa forma, os Estados Unidos começava sua hegemonia econômica, política e cultural sobre o continente americano. Essa doutrina foi reforçada no final do século XIX por Richard Olney, secretário dos Estados Unidos em 1895. Onley alegava que a Doutrina Monroe permitia ao país mediar disputas de fronteiras no hemisfério ocidental. A grande consequência geopolítica após I Guerra Mundial foi a ascenção dos Estados Unidos politicamente e economicamente além da esfera continental, começando a assumir um papel de liderança mundial, interferindo sobre vários assuntos e conflitos que aconteceriam no decorrer do século XX, como também estabelecendo várias bases militares em todas as partes do globo.
No dia de hoje, vinte de janeiro de 2025, tomou posse na presidência estadunidense o senhor Donald Trump com um discurso totalmente expansionista dizendo em retomar o controle do canal do Panamá, anexar a Groenlândia e transformar o Canadá em mais um estado estadunidense e, ao mesmo tempo protecionista aos interesses segundo ele dos Estados Unidos, além de questões internas como a dos imigrantes que ele promete deportar dos país e modificar as leis que representam conquistas das minorias. Em se tratando de Estados Unidos nenhuma novidade até então, esse país sempre foi expansionista e tem grande influência política e econômica, desse jeito, conseguindo na maioria das vezes impor seus valores e pendendo sempre as negociações para o seu lado.
A diferença entre a Doutrina Monroe e a forma de governar de Trump, denominada de trumpismo é que a Doutrina Monroe foi uma política de Estado, independente do partido ou de quem governava os Estados Unidos, tanto que ela se perpetuou por mais de um século. Já, a política e as ações de Trump são personificadas na sua pessoa. Assim como a maioria dos ditadores que personificam o seu governo a ideia de um grande líder e de um herói da pátria, Trump faz o mesmo com o apoio de grandes fortunas as quais ele vai retribuir com políticas econômicas que favoreçam os donos dessas fortunas. Não quero dizer aqui que a “maior democracia do mundo está ameaçada” mas existem evidências. Todo governo que é personificado em um líder está mais próximo de uma ditadura do que a continuidade de um regime democrático. A grande questão é como o mundo vai reagir . Não podemos esquecer o grande poder econômico atual da China e a sempre perigosa Rússia. E também como a própria sociedade estadunidense vai se comportar nos próximos anos em relação as políticas que Donal Trump pretende implementar em seu país.Mas para isso, teremos que esperar o tempo passar. (FCA)

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